O Ano Novo começou molhado em varias regiões do Brasil. Mais uma vez o acúmulo de lixo revelou a falta de preparo da população com 370 toneladas de lixo espalhadas na Guanabara na passagem do ano. Falta de preparo. Vida no limite da sobrevivência, descaso com educação, saúde e o desequilíbrio ambiental, levaram ao aumento da violência e ao desinteresse pela busca da melhora da qualidade de vida. Sem um anseio mais elevado, bebida, carnaval e drogas, são o suficiente.
Vejamos o desconfortável balanço ambiental feito pelo jornalista Washington Novaes, publicado em 30/12/2011:
- A perda brutal da biodiversidade no mundo levou, também em 1992, a uma Convenção da Diversidade Biológica; mas um balanço na reunião de Nagoya, em 2010, mostrou que continuamos a perdê-la e já sacrificamos mais de 30% das espécies. Aprovou-se, em 1992, uma declaração sobre florestas, porque se perdiam no mundo 17 milhões de hectares a cada ano; continuamos a perder muitos milhões de hectares anuais, mais de 6 mil km2/ano no Brasil. Também se escreveu na Agenda 21 mundial que os países ricos aumentariam sua contribuição para reduzir a pobreza, de 0,36% do PIB anual para 0,70%; 20 anos depois, essa contribuição média já baixara.
- De qualquer forma, continuamos a emitir mais de 10 toneladas anuais de carbono por pessoa.
- Um capitulo à parte continua a ser escrito pelo projeto de novo Código Florestal, que certamente ampliará o desmatamento, com a redução das áreas obrigatórias de proteção à beira-rio, em encostas e topos de morros, além de mangues –
- E, muito grave também, pelo menos metade da população brasileira continua a não dispor de rede de coleta de esgotos – e por isso mesmo o despejo de esgotos sem tratamento em cursos d’água é a maior causa de poluição no País.
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