PETRÓLEO E EDUCAÇÃO

A Noruega também é um grande exportador de óleo. Mas o país tomou uma decisão histórica que o fez seguir uma trajetória diferente daqueles outros países. Em 1990, o Parlamento norueguês criou um fundo soberano para investir parcimoniosamente a renda do petróleo com critérios intergeracionais, partindo do pressuposto que o óleo é recurso finito e não renovável. A renda dele obtida é, assim, solidamente investida em seguridade social, educação, ciência e tecnologia.

Por outro lado, muitos outros países ricos em hidrocarbonetos preferiram gastar a renda do petróleo em consumo supérfluo de importados e na ampliação da máquina pública. Com isso, desperdiçaram a oportunidade de diversificar a economia, distribuir renda e aperfeiçoar suas instituições políticas. Tornaram-se parasitas de um recurso não renovável. Tornaram-se países que, mesmo quando conseguem atingir níveis altos de renda per capita, são incapazes de gerar bem-estar para todos. LINDBERGH FARIAS, 42, senador pelo PT-RJ, referindo-se à destinação dos royalties do petróleo para a educação. Folha opinião

Acrescentaríamos que, na atual fase de asperezas, ensinar as novas gerações a ler, escrever e usar o computador não é suficiente.  Devemos despertá-las e prepará-las para assumir a posição de seres humanos que saibam cuidar do planeta e beneficiar a vida em todos os sentidos, com a certeza e que dessa forma alcançaremos um futuro melhor! Urge sairmos dessa visão fragmentada que separa o aprendizado da vida, a escola e a atividade profissional. Tudo está interligado, assim como também deveria ser a integração da intuição com o raciocínio lúcido. O objetivo é contribuir para o bom preparo das novas gerações, motivando-as para uma vida feliz, produtiva, com sustentabilidade e responsabilidade. Enfim, deveremos ter como alvo a formação e preparo do ser humano desenvolvido, conforme Abdruschin já havia indicado na Mensagem do Graal: “É da vontade de Deus que o ser humano se desenvolva, transformando-se incondicionalmente em uma personalidade própria, com a mais pronunciada consciência de responsabilidade para com o seu pensar, seu querer e seu atuar!”